sábado, 3 de agosto de 2013

Profilaxia da Gravidez



Victor Sakitani
Estamos no meio de um fogo cruzado. Em meio ao choque de opiniões entre cristãos e ateus, ou entre cristãos e os meio-cristãos, estamos perdendo o foco do que realmente importa no PLC 3/2013, que determina o atendimento obrigatório no SUS (Sistema Único de Saúde) de pessoas vitimas de violência sexual.
Após a sanção presidencial ao Projeto de Lei, que se deu no dia 01/08/2013, começam a aparecer inúmeros textos e manifestações contrárias ou favoráveis especificamente ao assunto aborto, deixando de lado as outras prescrições existentes no Projeto.
Inicialmente, como deve acontecer em toda análise de assuntos tão complexos e polêmicos como este, é preciso colocar a cabeça no lugar e refletir sobre o que você, particularmente, está defendendo. Qual é a sua intenção ao tratar do assunto e manifestar a sua opinião; causar brigas com religiões? Diminuir a crença do outro perante a sua? Defender que a religião não pode se sobressair à dor da vitima? Criticar que é fácil opinar sem ter vivido a situação?
Inúmeras podem ser as razões, mas se no íntimo delas estiver o desejo de confrontar aqueles de opiniões contrárias a sua, corremos um grande risco de ficar eternamente brigando sem perceber o que acontece a nossa volta, sendo escravizados por um espírito de contenda.
Da forma como tem se espalhado as notícias, o PLC 3/2013 foi rotulado como sendo o Projeto do aborto. Ao ouvir isso toda hora, as pessoas automaticamente se dividem entre os favoráveis e os contrários a prática do aborto, e com isso passam a defender ou criticar o Projeto sem se aprofundar nas outras disposições contidas no texto.
Friso que é imprescindível para opinar sobre o tema conhecer o conteúdo do Projeto. Se você ainda não o leu, aconselho que o faça.
Com tudo isso quero dizer que este já é um assunto suficientemente grande a causar brigas sem necessidade de muito esforço, portanto, nos empenhemos em respeitar mais o outro ao invés de querer impor-lhes nossa opinião.
O PLC 3/2013 não trata especificamente do aborto; trata da assistência que deve ser dadas às vítimas de violência sexual. Este é o cerne do Projeto.
Quanto a isso, o Projeto tem uma boa iniciativa, que deveria existir também em outras áreas da sociedade e não só nos casos de violência sexual.
Por exemplo, toda a assistência médica física e psicológica que o SUS dará às vitimas de crimes sexuais também deveria estar obrigado a dar às vitimas de outras práticas criminosas como as atingidas por balas perdidas, sequestradas, assaltadas, roubadas e de tantos outros crimes que também deixam graves sequelas.
O artigo 3º do PLC, em seu inciso I, trata de dar rápido diagnóstico e tratamento das lesões físicas no aparelho genital e nas demais áreas afetadas; o inciso II diz que deve ser dado amparo médico, psicológico e social imediatos; o inciso III  prevê a facilitação do registro da ocorrência e encaminhamento ao órgão de medicina legal e às delegacias especializadas com informações que podem ser úteis à identificação do agressor e à comprovação da violência sexual; no inciso V, dispõe sobre a profilaxia das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST); no inciso VI obriga a imediata coleta do material para realização do exame de HIV para posterior acompanhamento e terapia.
Como poderia eu achar que toda esta previsão acima é ruim? Não é. É ótima, ou então estaríamos deixando alguém que já está sofrendo um grave trauma sem condições ideais para iniciar seu processo de recuperação.
O problema está nos incisos que omiti acima. O inciso IV prevê a profilaxia da gravidez e o inciso VII prevê o fornecimento de informações as vitimas sobre os direitos legais e sobre todos os serviços sanitários disponíveis.
Por que chamo isto de problema? Porque para mim, cristão, o aborto é um problema sempre. Roubar de alguém o direito de nascer é um problema. “Brincar” de sentar no trono de Deus e decidir quem vive e quem morre é um problema, e nós não sabemos “brincar” disso!
Profilaxia é uma expressão que retrata a aplicação de meios tendentes a evitar a propagação de doenças.
Sendo assim, o PLC 3/2013 tratou a gravidez resultante de violência sexual como uma doença a ser erradicada. É como se a tivesse comparado à Varíola ou outra epidemia que necessite do emprego de meios destinados a combater sua multiplicação. Isto é inadmissível! É um desrespeito com quem acredita na vida como a maior benção de Deus.
Por mais que seja fruto de uma tragédia, e que não tenha sido desejada, a gravidez não é e não poderá jamais ser vista ou tratada como uma doença, sob pena de estar-se comparando o feto presente no útero a um vírus, a um mal.
A escolha do termo foi extremamente infeliz, como a própria inclusão deste inciso no bojo do Projeto, uma vez que não existia no original.
Já o inciso VII destaca a obrigatoriedade em informar a vitima seus direitos legais – leia-se aborto – e sobre todos os serviços sanitários disponíveis.
Um dos enganos que tenho notado na interpretação deste Projeto é quanto a sua obrigatoriedade. Mesmo com a sanção da presidenta o aborto não passou a ser obrigatório nos casos de violência sexual; não é imposto, continua a ser escolha da própria mãe.
O que faz este inciso é sugestionar a prática do aborto a vitima.
Após a ocorrência da tragédia, alguém dirá para a vitima, abalada, que pode tomar uma pílula de emergência e evitar uma gravidez. Situação semelhante aconteceu no Édem. A serpente também não obrigou Eva a morder a maçã, apenas sugestionou que o fizesse, e estamos até hoje pagando o preço da mordida!
A redação deste inciso está incitando a prática do aborto, encorajando as mulheres a fazê-lo.
Para evitar qualquer tipo de interpretação equivocada tendente a provocar discussões e discórdias, já digo expressamente que não deixo de pensar sequer um minuto na vitima do crime sexual. Não estou desprezando sua dor ou minimizando sua tragédia. Para mim, me posicionar quanto ao assunto já é uma luta, porque de um lado está um feto que não tem culpa da situação que o gerou e de outro uma mulher que foi vitimada por um ato desprezível que demonstra a que ponto pode chegar a crueldade do ser humano. Não consigo imaginar algo mais agressivo e abominável do que um crime sexual. Só me posiciono contrário ao aborto porque, como cristão, jamais serei favorável a esta prática, mesmo que fruto de uma violência sexual. Assassinar um feto, impedindo-o de nascer não é um direito adquirido por quem tenha sofrido uma injustiça na vida. A violência sexual é lastimável, mas não dá a ninguém o direito de triturar outra vida humana.
Abrindo meu coração para vocês, como ser humano, sinto uma confusão enorme sobre esse assunto. É doloroso dizer que não se deve abortar a uma mulher que sofreu as terríveis sensações de um estupro. É quase injusto ter de se posicionar sobre isso!
Acontece que cristão sempre se posiciona, e historicamente sempre sofreu por causa disso. Dói e sangra meu coração imaginar o sofrimento de uma vitima de violência sexual, mas o despedaça imaginar a dor de um feto sendo abortado.
Parece clichê, mas nunca é demais repetir que um erro não se apaga com outro erro; uma injustiça não se corrige com outra ainda maior. Não se tira a vida de alguém para tentar apagar reflexos de uma tragédia. Infelizmente, a vida não nos permite fazer esta escolha; não cabe a nós; somos insignificantes demais para isso, e atire a primeira pedra quem acha que tem cacife para fazer algum julgamento!
Li algo a respeito da situação de uma vitima de violência sexual ter de conviver o resto da vida com alguém que a fará lembrar o ocorrido.
 Francamente não acredito que esse vá ser o problema. Com o tempo, pode ser que o amor entre mãe e filho supere a dor da tragédia.
Ademais, se optar pelo aborto, também olhará pelo resto da vida para o espelho e verá alguém que tirou a vida de um inocente voluntariamente, o que de certa forma não deixa de ser um assassinato. Essa dor deve ser ainda maior.
O PLC não é inteiramente ruim, pois se preocupa com todo o amparo que merece ser dado às vitimas. A crítica que faço é com relação aos dois incisos que ferem completamente o direito à vida.
É preciso ter sensibilidade para manter diálogos acerca deste assunto. Se despojar de todo e qualquer preconceito para, amando, tentar mostrar que a vida sempre estará em primeiro plano.

Artigo publicado em:
http://www.vitrinedeopinioes.com.br/

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Deputados evangélicos reagem à sanção de lei para vítimas de estupro

Deputados que integram a Bancada Evangélica da Câmara reagiram nesta quinta-feira (1º) à sanção da presidente Dilma Rousseff ao projeto de lei que determina o atendimento obrigatório e imediato no Sistema Único de Saúde (SUS) a vítimas de violência sexual. Os parlamentares religiosos queriam que Dilma vetasse trecho que obriga os hospitais a prestarem serviço de "profilaxia da gravidez" em casos de estupro.
Para a bancada evangélica, o texto abriria brechas para ampliar casos de aborto. No entanto, o Ministério da Saúde afirma que o termo profilaxia refere-se ao uso da chamada "pílula do dia seguinte", medicação que evita a fecundação do óvulo (em até 72 horas após a relação sexual) e não tem poder para interromper uma gestação.
O texto foi sancionado na íntegra e passa a valer em 90 dias, mas, para não deixar dúvidas, o Executivo anunciou que enviará novo projeto de lei substituindo a expressão "profilaxia da gravidez" por "medicação com eficiência precoce para prevenir gravidez resultante de estupro".
Mesmo após o anúncio do ajuste, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, deputado Marco Feliciano (PSC-SP), criticou a sanção no Twitter, argumentando que a palavra “profilaxia” é “dúbia” e pode dar abertura para que abortos sejam realizados em estágios mais avançados da gravidez.
“Uma mulher grávida de 2 meses dizendo ao médico que o marido fez sexo à força, ou ela não queria porque estava com dor de cabeça? Aborto feito!”, afirmou o parlamentar, na internet. Para o deputado, “não há como comprovar que o sexo foi feito sem consentimento”. “É a palavra da mulher que engravidou e pronto. Não há como provar”, completou.
Outro trecho da nova lei considera violência sexual "qualquer forma de atividade sexual não consentida". Dilma também sancionou esse trecho, mas propôs no novo projeto a substituição pela expressão "todas as formas de estupro, sem prejuízo de outras condutas previstas em legislação específica".
Pela atual legislação, o aborto já é permitido para vítimas de estupro, bastando para isso assinar um documento no próprio hospital.
Feliciano também criticou a presidente Dilma diretamente, e disse que ela sancionou a proposta porque "sabe que não será reeleita". "Dilma com sua assessoria e sua caneta rasga o documento assinado e entregue aos evangélicos/católicos prometendo que nunca aprovaria o aborto. Sabendo que não será reeleita, não está nem aí para esses religiosos retrógrados, afinal quem somos nós senão uma pedra no sapato do progresso", postou em sua conta na rede social.
Em discurso na sessão plenária da Câmara desta quinta (1º), o deputado Roberto de Lucena (PV-SP) também argumentou que a palavra “profilaxia” poderá abrir brecha para que abortos sejam realizados sem critério.

“A bancada evangélica, a bancada da família, a bancada católica e outras representações desta Casa, bem como organizações sociais fizeram-se representar no diálogo com a presidenta Dilma e com o governo, colocando as suas preocupações de que essa expressão nessa proposta poderia abrir uma brecha para a prática do aborto”, disse o deputado, que, assim como Feliciano, integra a bancada evangélica.

Já o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), que também é evangélico, reproduziu em sua conta no Twitter um post do Portal Fé em Jesus que diz: “ Derrota vergonhosa para o Brasil. Dilma sanciona o aborto”.
Mudanças
Mais cedo, ao anunciar a sanção, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que o governo vai enviar um novo projeto de lei ao Congresso com nova redação para os trechos polêmicos para corrigir "imprecisões técnicas" no texto, que foi aprovado pelos parlamentares por unanimidade na Câmara e no Senado.

Na exposição de motivos que acompanha o projeto, a presidente argumenta que “a expressão ‘profilaxia da gravidez’ não é a mais adequada tecnicamente e não expressa com clareza que se trata de uma diretriz para a administração de medicamento voltados às vítimas de estupro”.
Com a alteração, disse Padilha, o governo reconhece que a “atitude correta para se evitar a gravidez de mulheres vítimas de estupro é oferecer medicação em tempo adequado, até 72 horas”.

Em relação à definição de violência sexual, que passaria de “qualquer forma de atividade sexual não consentida” para “todas as formas de estupro", o Executivo argumenta que o texto aprovado no Congresso "é vago e deixa dúvidas quanto à extensão dos casos que seriam abrangidos pela lei". Padilha esclareceu que a alteração protege pessoas com deficiência mental e crianças.


Fonte:http://www.correiodoestado.com.br

Dilma sanciona lei (PLC 3/2013) sem vetos e abre as portas do país para o aborto


DO G1 | A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta quinta-feira (1º), sem vetos, projeto de lei que determina o atendimento obrigatório e imediato no Sistema Único de Saúde (SUS) a vítimas de violência sexual, segundo informou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A lei entra em vigor em 90 dias.

Com a sanção, Dilma manteve no projeto um trecho que foi alvo de polêmica entre religiosos por obrigar hospitais a prestarem serviço de “profilaxia da gravidez” a mulheres que foram abusadas. As entidades religiosas pediram veto ao inciso por entendem que o termo abre brecha para médicos realizarem aborto.
De acordo com o projeto, todos os hospitais da rede pública serão obrigados a oferecer, de forma imediata, entre outros serviços, a “profilaxia da gravidez”, termo que, de acordo com o Ministério da Saúde, refere-se ao uso da chamada “pílula do dia seguinte”.  A medicação evita a fecundação do óvulo (em até 72 horas após a relação sexual) e não tem poder para interromper uma gestação.
Padilha esclareceu que, “se uma vítima de violência sexual for amanhã a um hospital, o hospital já tem que cumprir todas essas recomendações” devido à portaria que está em vigor desde 2008. “Daqui 90 dias, quando a lei entra em vigor, esse hospital passa a também ser questionado de uma forma ainda mais intensa, porque não é mais apenas uma recomendação, mas uma lei do país”, afirmou.
A presidente Dilma também vai encaminhar um projeto de lei para corrigir duas imprecisões técnicas no texto aprovado pelo Congresso. Uma delas é sobre o conceito de violência sexual e a segunda estabelece, claramente, no inciso 4 do artigo 3º o uso e a administração da medicação com eficiência para gravidez resultante de estupro.
PLC-3-2013
Dilma não cumpre promessa de campanha e abre as portas do país para o aborto
“É importante a correção porque esse texto é exatamente o que é recomendado pelo Ministério da Saúde para vítimas de estupro, ou seja, usar a medicação até 72 horas para se evitar gravidez de vítimas de estupro. A oferta de medicação no tempo adequado para evitar gravidez de vítimas de estupro”, disse Padilha.
Pela atual legislação, em caso de gravidez resultante de estupro, é permitido à vítima realizar o aborto, bastando para isso assinar um documento no próprio hospital.
Com a lei sancionada nesta quinta, as vítimas também terão direito a diagnóstico e tratamento das lesões no aparelho genital; amparo médico, psicológico e social; profilaxia de doenças sexualmente transmissíveis, realização de exame de HIV e acesso a informações sobre seus direitos legais e sobre os serviços sanitários disponíveis na rede pública.
Para a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, as medicações  “na hora certa” vão evitar abortos.
“É um projeto que, ao evitar a gravidez com e medicações corretas, precisas, na hora certa, ele também evita possíveis abortos caso a mulher resolva fazê-lo. É um projeto que está dentro da conduta do nosso governo e deixará, amenizará definitivamente o sofrimento de crianças, mulheres e pessoas portadoras de deficiências e de meninas que sofrem o estupro e a violência sexual”, disse.
Segundo Padilha, a atual política do Ministério da Saúde já prevê “atendimento humanizado”.
“Esse projeto transforma em lei aquilo que já é um política estabelecida em portaria do Ministério da Saúde que garante tratamento humanizado, respeitoso, a qualquer vítima de estupro”, afirmou.
As entidades religiosas também chegaram a pedir veto ao inciso sobre a “pílula do dia seguinte” por entenderem que o termo abre brecha para médicos realizarem aborto. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, rebateu os críticos e disse que projeto diminui a incidência de aborto.
“O que temos a dizer é que é exatamente um projeto que além de prestar o apoio humanitário essencial para a mulher que foi vítima de uma tortura, porque todo estupro é uma forma de tortura, ele permite que ela não passe por um segundo sofrimento, que é o aborto legal.  Sancionando um projeto que foi aprovado por unanimidade no Congresso Nacional, onde há uma cativa bancada da família, é corrigir esse projeto que vem do Congresso com uma ambiguidade que, sim, poderia abrir essa brecha.  Apoiamos esse projeto sem abrir nenhuma porta para a prática do aborto e diminuindo a incidência do aborto legal”, disse.
Algumas entidades religiosas também pediram veto ao trecho que trata do fornecimento de informações pelos hospitais às mulheres vítimas de violência sexual. O deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) chegou a protocolar na Presidência da República, no mês passado, um ofício argumentando que não cabe a hospitais oferecer orientação jurídica,  responsabilidade que seria apenas das delegacias de polícia e outras autoridades, segundo o parlamentar.
Termo
O projeto de Lei que será enviado pela presidente com o objetivo de corrigir imprecisões na lei altera o termo “profilaxia da gravidez” por “medicação com eficiência precoce para prevenir gravidez resultante de estupro”. O texto informa que “a expressão ‘profilaxia da gravidez’ não é a mais adequada tecnicamente e não expressa com clareza que se trata de uma diretriz para a administração de medicamento voltados às vítimas de estupro”.
Com a alteração, disse Padilha, o governo reconhece que a “atitude correta para se evitar a gravidez de mulheres vítimas de estupro é oferecer medicação em tempo adequado, até 72 horas”.
A presidente também propõe a substituição do artigo 2º da lei, que da forma como foi aprovado no Congresso, considera violência sexual “qualquer forma de atividade sexual não consentida”. O projeto que será enviado considera “todas as formas de estupro, sem prejuízo de outras condutas em legislação específica”. De acordo com Padilha, a alteração protege pessoas com deficiência mental e crianças.
“O texto aprovado inicialmente é vago e deixa dúvidas quanto à extensão dos casos que seriam abrangidos pela lei”, informa o projeto.
Estupro
Segundo dados encaminhados pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, estima-se que, a cada 12 segundos, uma mulher é estuprada no Brasil. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que em cinco anos os registros de estupro no Brasil aumentaram em 168%: as ocorrências subiram de 15.351 em 2005 para 41.294 em 2010. Segundo o Ministério da Saúde, de 2009 a 2012, os estupros notificados cresceram 157%; e somente entre janeiro e junho de 2012, ao menos 5.312 pessoas sofreram algum tipo de violência sexual.


Fonte:  http://oanunciador.com

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Organização da JMJ distribui Manual de Bioética

Manual de bioética distribuído na JMJ


RIO DE JANEIRO, 22 JUL (ANSA) - A organização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) distribuiu um manual de bioética aos participantes do evento. O material, de 76 páginas, aborda temas como aborto, reprodução assistida, eutanásia e adoção por casais homossexuais.   



Com o título "Keys to bioethics" ("Chaves da Bioética", na tradução livre do inglês), a cartilha foi produzida pela Fundação Jérôme Lejeune, em parceria com a Comissão Nacional da Pastoral Familiar, organismo ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O índice do manual contém ainda a assinatura do arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta.   




Na seção sobre adoção por casais homossexuais, a cartilha nega que a oposição seja um gesto homofóbico: "Não é este o ponto.   




Ter um filho não é um direito! O filho não é um bem de consumo, que chega ao mundo por necessidade ou desejo dos pais. Apesar do impedimento de ter um filho ser, de fato, uma fonte de sofrimento, tal reivindicação dos lobbies homossexuais não é legítima. Para fazer um filho nascer, é preciso de um homem e de uma mulher", diz a cartilha.  


Fonte: http://noticias.uol.com.br

No ofertório da JMJ, o pedido de todos nós: pare o aborto!




Na missa de envio da JMJ, o casal Haroldo Lucena e Mariselma da Silva – pais de uma criança com anencefalia – levou as ofertas da celebração ao Papa Francisco. Juntamente com um cálice, eles lhe entregaram uma camiseta com as palavras “Pare o Aborto”, que envolvia a pequena criança deficiente. A cena na qual podemos ler claramente as camisetas foi rápida, durou apenas 7 segundos pelas câmeras da CTV ( a TV do Vaticano).


Texto extraído de:    http://diasimdiatambem.com

Aborto silêncio e rito sumário

VETA DILMA!
Os cidadãos exigem transparência dos seus governantes e liberdade para manifestar seus pontos de vista. E o que está em jogo não é coisa pequena. É a preservação de um valor fundamental: o direito à vida

Carlos Alberto Di Franco 

Em pouco mais de dois meses, sob a proteção de um gritante silêncio, foi aprovado um projeto que abre portas para a ampliação do aborto no Brasil. A iniciativa partiu do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Em reunião com deputado Henrique Eduardo Alves, presidente da Câmara dos Deputados, em fevereiro deste ano, Padilha pediu que, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, fosse votado no plenário da Câmara, em regime de urgência, o Projeto de Lei 60/1999. O projeto trata do atendimento prioritário nos hospitais à mulher vítima de violência. 

Como resultado do acordo entre o ministro da Saúde e o presidente da Câmara, o deputado José Guimarães, irmão do deputado José Genoino e líder do PT na Câmara, pediu a tramitação do projeto em regime de urgência. Na ausência por motivo de viagem do deputado Henrique Eduardo Alves, a presidência da Câmara foi assumida pelo deputado André Vargas, secretário nacional de comunicação do PT. O regime de urgência foi, então, aprovado por uma reunião de líderes das bancadas dos diversos partidos. Em seguida, no mesmo dia, o projeto foi emendado e apresentado ao Plenário da Câmara. Renomeado como Projeto de Lei Originário da Câmara 3/2013, ou PLC 3/2013, o texto foi aprovado no dia 5 de março. Três dias depois foi encaminhado para ser apreciado pelo Senado. Velocidade incomum para os padrões parlamentares. O texto, estrategicamente, evita mencionar a palavra aborto, mas abre atalhos para sua ampliação. 

O artigo primeiro afirma que os hospitais - todos os hospitais, sem que aí seja feita nenhuma distinção - "devem oferecer atendimento emergencial e integral decorrentes de violência sexual, e o encaminhamento, se for o caso, aos serviços de assistência social". 

Atendimento emergencial significa o atendimento que deve ser realizado imediatamente após o pedido, não podendo ser agendado para uma data posterior. Colocou-se no mesmo pacote o aborto terapêutico e o aborto por estupro. O atendimento integral significa que nenhum aspecto pode ser omitido, o que por conseguinte subentende que se a vítima de violência sexual estiver grávida, deverá ser encaminhada aos serviços de aborto. Os serviços de assistência social aos quais a vítima deve ser encaminhada, que não eram mencionados no projeto original, são justamente os serviços que encaminharão as vítimas aos serviços de aborto ditos legais. É todo um jogo malandro de palavras que conduz a um objetivo bem determinado: ampliar o aborto no Brasil. 

O artigo segundo define que, para efeitos desta lei, "violência sexual é qualquer forma de atividade sexual não consentida". A expressão "tratamento do impacto da agressão sofrida", constante do artigo primeiro do texto original, foi suprimida e substituída por "agravos decorrentes de violência sexual", para deixar claro que a violência sexual não necessita ser configurada por uma agressão comprovável em um exame de corpo de delito. Uma vez que o projeto não especifica nenhum procedimento para provar que uma atividade sexual não tenha sido consentida, e o consentimento é uma disposição interna da vítima, bastará a afirmação da vítima de que ela não consentiu na relação sexual para que ela seja considerada, para efeitos legais, vítima de violência e, se ela estiver grávida, possa exigir um aborto ou o encaminhamento para o aborto por parte de qualquer hospital. 

O inciso quarto do artigo terceiro menciona, ainda, como obrigação de todos os hospitais, em casos de relação sexual não consentida, "a profilaxia da gravidez". O termo é novo e estrategicamente plantado neste projeto de lei. Terá, portanto, mais adiante, que ser regulamentado ou interpretado, pelo Legislativo ou pelo Judiciário, quando surgirem as primeiras dúvidas sobre o seu significado. 

A presidente Dilma Rousseff, em 2010, empenhou sua palavra ao rejeitar qualquer iniciativa do seu governo em favor da implantação do aborto. Compete-lhe, agora, vetar o projeto, sobretudo garantir a objeção de consciência do médico e da instituição. É o mínimo. As passeatas mostram o nascimento de um novo Brasil. Os cidadãos exigem transparência dos seus governantes e liberdade para manifestar seus pontos de vista. E o que está em jogo não é coisa pequena. É a preservação de um valor fundamental: o direito à vida. 

Carlos Alberto Di Franco, diretor do Departamento de Comunicação do Instituto Internacional de Ciência Sociais IICS (www.iics.edu.br) e doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra, é diretor da Di Franco Consultoria em Estratégia de Mídia (www.consultoradifranco.com). E-mail: difranco@iics.org.br.



Texto extraído de:   http://www.cruzeirodosul.inf.br

Fotos da apresentação do projeto PróVida na Câmara Municipal



Confira aqui fotos da apresentação do projeto PróVida na Câmara Municipal:

http://www.flickr.com/photos/99159828@N07/sets/72157634886094873/

#EuSouAmigodaVida